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25 de fevereiro de 2009

ERA ASSIM QUE EU GOSTAVA DE SER



'Roubada' ao ELCIO



Fonte de Paz e Amor, de Tranquilidade e Luz
conseguir refletir-me tão perfeitamente
conseguir que quem se abeirasse o sentisse.
Quantas idas e vindas terei de realizar para o conseguir?

23 de fevereiro de 2009

DESAFIO, MAIS UM....



tirada do google




Estamos em época de desafios, o que diga-se de passagem, agradeço a quem mos faz, neste caso a JÚLIA, porque ando sem inspiração e assim sempre me vão dando o mote.
Não deixem de passar pela Júlia, pois é difícil responder de melhor maneira, do que ela o fez.
Podia ter escolhido fazer uma brincadeira, mas resolvi responder à séria.
Cuidado pois vou-me desnudar, hoje, que faço 61 anos. Poderá haver cenas eventualmente chocantes.

Dizer seis coisas que vejo ou digo, todos os dias ao espelho

Espreguiçando-me ao espelho...nua

- Ah! hoje sinto-me porreira! Nada mal, heim? Olhando-me por todos os lados
- estes espelhos cá de casa são mesmo generosos, por isso é que não vou ao cabeleireiro, com aquelas luzes...
- Ooooh! Queres ver que me está a aparecer mais uma ruga! Nããão! era eu que estava a ver mal, mas esta está mais cavada....impossível desde ontem. Encolhendo os ombros, dançando e cantarolando: que-rooo- lá –saaa-ber, sou- o –mááá-ááá-xi-mo!
- e as minhas pernas....continuam lindas!!! caramba
- já a caminho do chuveiro, olhando de lado, meio pensativa: mas que não me sinto com esta idade, não sinto, ainda estou nos quarenta e dois ou quarenta e três...mais nova que o FUNES. Ah!ah!ah! porque, como sabem, ele está sempre no meu pensamento....
- já quase arranjada, cabelo lavado e seco: um pouco de rímel, para enganar as pestanas pequenas, o risco no olho, para parecer maior, baton...eu bem dizia que era o máximo!!!

Agora vem o pior, os liiiiinks!!!
passo a corrente a

MÁRIO
SAPHOU
FATYLY
MATESO
TERESA
FILIPINHO


21 de fevereiro de 2009

DESAFIO: Descubram as três mentiras







resposta ao desafio do LUÍS MAIA

- Sou uma óptima cozinheira
- Não gosto de arroz de pato
- Não gosto de queijo
- sou alegre e bem disposta
- Não gosto de cerejas
- O que mais gostava de fazer era um cruzeiro
- Ouço o mar na minha casa, com janelas fechadas
- Vejo o Palácio da Pena da minha casa
- É raro desconfiar de alguém

Passo a corrente para o Brasil: Diz nove coisas sobre ti, das quais três são mentiras

SÍLVIO AFONSO
DESNUDA
ELCIO
LU CAVICHIOLI


20 de fevereiro de 2009

A LISBOA QUE EU AMO




foto de um outro blog de NUNO


Estou aqui assapada em cimento, vendo, admirando-te Lisboa, rainha do Tejo, Lisboa da bela serpente, tentadora de mim.
Enamorei-me quando ainda me estavam a construir, o primeiro pedaço de ferro colocado e já eu estava desejando subir mais, sempre mais para te poder contemplar.
O Tejo espraiando-se no meu pé, espraiando-se aos teus pés, temos isso em comum, um rio que não se aparta de nós, que nos envolve, que é nosso encantamento e que está encantado de nós.
Eu tão longe de ti...mas vejo-te cá do cimo, abranjo-te toda desde o cais da Ribeira até ao Saldanha, apesar da tua beleza se ficar toda por esta fronteiria, aqui junto ao rio.
Vi-te ser destruída sem nada poder fazer por ti, e tu, serena como sempre nem tugiste, pior do que isso, foi ouvir todos quantos por aqui passam gabar-te a beleza esquecendo que tu és mais do que a zona ribeirinha e eles podendo nada fazendo, elegendo quem de há décadas vem dando cabo de ti.
Ah Amor meu! Não fosse este peso que me agarra, me prende, me enraíza neste rio, e pegava-te ao colo, bem aconchegadinha, não deixando mais que sofresses ou que te continuassem a destruir.
Lisboa minha, cidade linda, enevoada, da luz filtrada, mas quando o sol de chapa te bate arranca reflexos de rio, Lisboa aguada banhada de luz, que comoves quem passa e no coração lhe gravas a tua graça, Lisboa refletida, de noite ou de dia, neste rio que tal como eu se enamorou de ti, para a vida.
Lisboa do Castelo, da Madragoa, e da Mouraria, Lisboa de Alfama, os teus bairros mais antigos.
Lisboa das colinas, espraiando-te, por amor, até ao rio





18 de fevereiro de 2009

OLHANDO O FUTURO




o TOZÉ do blog MINISTÉRIO DA SOLTURA faz, talvez, os melhores desafios da blogosfera.
Neste, transcreve uma pequena parte de um livro, e pede que se escreva sobre o que vier à cabeça de quem é desafiado.
Tive dificuldades com este desafio, porque ser um dos livros da minha vida, por o saber de cor, por não ter conseguido fugir ao livro.

Deitado de bruços, sobre a caruma do pinhal, com o queixo apoiado nos braços cruzados, ele ouvia o tempo soprar entre a ramaria das árvores. A encosta da montanha, no ponto em que repousava, tinha pouco declive, mas mais abaixo tornava-se íngreme e ele via a curva negra da estrada alcatroada que seguia o desfiladeiro.


"In Por quem os sinos dobram", Ernest Hemingway


"Ouvia o tempo a soprar entre a ramaria das árvores" e sentia o sol, quente, desse dia de inverno, enquanto deitado, olhando agora o rio que acompanhava a estrada negra e que em contraste refletia o azul do céu, pensava na missão que lhe tinha sido entregue.
Lentamente, irresistivelmente, virou-se de costas para apanhar os raios de sol que se infiltravam por entre a ramaria em pleno rosto, sentindo-se viver, sentindo a energia fluir que fazia o seu coração bater com uma intensidade desconhecida, como se latejasse , o peito todo latejando.
Por uns momentos esqueceu tudo e todos.
Pouco depois, voltou à posição inicial, não tirando os olhos daquele pequeno rio, que se perdia no horizonte, junto com a curva da estrada, sem saber onde acabava o azul da água e começava o azul do céu.
Via, estremeceu, via o campo onde estava, cheio de corpos estropiados, as árvores meias desfeitas, e, ah! viu também aquela figura feminina que se debruçava a cada novo corpo que encontrava, recortada pela luz encarniçada de um poente majestoso, sem saber onde acabava o sangue que empapava aquela terra e começava o céu.
De vez em quando, ela punha-se de cócoras e com esforço virava o corpo que de borco se encontrava. Naquele último…naquele último, percebeu que chorava pelo estremecer dos ombros.
Não conseguiu ficar longe dela, que parecia tão frágil enquanto percorria as mãos pelo rosto, pelo corpo, do homem que ali estava junto aos seus joelhos, enquanto a ouvia repetir desesperada, não! Não! Não!
Tocou-lhe os ombros e quando ela separou o seu rosto do rosto do homem amado, viu-se ali deitado e viu os olhos dela que suplicavam
Deu por si, olhando aquele rio e aquela estrada, gritando também como ela, não! Não! Não!
gritando, Maria! Maria! Maria!

16 de fevereiro de 2009

AINDA HÁ AMOR NO AR





Foto de BARTOLOMEU



Estão lado a lado em pleno rio Sado, tão calmo, onde se balançam e se reflectem. Ela vê-lhe o sorriso largo e espera que as águas amigas os balancem, agora que a maré sobe, sabe que vão ficar encostados uma parte do dia. Hoje que é domingo, não os vão desatracar.
Hoje estão aqui, mas amanhã poderão estar acostados no cais palafítico da Carrasqueira, único na Europa, ou na faina do mar, onde tanto podem transportar amêijoas, como polvos ou simplesmente minhocas para isco, que os espanhóis vêm comprar a 25€ o quilo.
Estão satisfeitos por estarem juntos, o que acontece, normalmente ao fim de semana e quantas noites na Carrasqueira, sobre o lodo quando o rio desce com a maré.
Há amor no ar, que ainda restou da véspera, quando namorados festejavam o dia de São Valentim, do Amor Incondicional, que veio para ficar.
Não, não trocaram presentes, nem se beijaram, ficaram só encostados um no outro, enquanto eram observados por quantos por ali passavam, sem perceberem que eles também estavam em festa, com a diferença que se festejavam todos os dias do ano.
Ainda há amor no ar, na festa de se encontrarem
No aproveitar é que está o ganho, eles bem sabiam que não durariam para sempre, que a vida do mar e do rio, bem lhes estragava a pintura, enquanto o sal lhes corroía as entranhas. Ninguém se apercebia, que ainda há pouco tempo a angústia fora grande. Ouviam as conversas dos donos a fazerem contas à vida, sem saberem se lhes valia a pena o dinheiro que lhes custaria o concerto ou se mais valeria ‘afogarem-nos’ e comprar outros novos. O que lhes valera tinham sido as memórias que com eles traziam e assim foram mandados para o estaleiro.
Parecia que tinham relembrado ao mesmo tempo as dificuldades por que tinham passado, quando balançados pela água amiga se encostaram, olhando ternamente o reflexo um do outro, em pleno rio Sado, tão calmo. Sabiam que talvez não sobrevivessem quando chegasse a hora de um novo concerto, que a mão-de-obra é uma carestia, e os pescadores têm pouco mais do que para o dia-a-dia.
Ainda há festa no encontro
Ainda há amor no ar



13 de fevereiro de 2009

MUDANÇA







Você precisa de ser a mudança que quer ver no mundo ____________MAHATMA GHANDI



- Espreita, espreita pela janela e diz-me o que vês
Ouve a o roçar da cortina leve de encontro ao vidro e ‘vê’ a mão que a afasta, parar, leve hesitação, para logo se seguida ouvir as argolas que sustentam a cortina correrem de maneira desenfreada,por um segundo.
- o que vês?
O silêncio é a resposta, talvez de admiração, talvez
Ela começa balbuciando que vê a terra...o planeta…o Planeta Azul …ali mesmo à beira da janela, onde deveria estar um horizonte nu está a Terra, uma semi-esfera que se vai elevando sustentada por nuvens carregadas de várias tonalidades de cinzento… cala-se mais uma vez.
O campo todo estendendo-se liso e só ao fundo uma árvore robusta, copa engrandecida pelo recortado em contraluz das nuvens mais claras cheias de luminosidade, nogueira? carvalho? emais uma vez se cala.
- o que sentes?
Volta-se outra vez para a janela e olha em silêncio e depois recomeça, que sente uma calma imensa, sente paz, sente que a luz se infiltra nela, mas num repente gira sobre os pés e enfrenta-o
- mas é ao mesmo tempo assustador!
- assustador?!
- como posso ver o que estou a admirar, aqui mesmo à beira da minha janela? Como aconteceu toda esta transformação, sem o menor ruído, sem ter sido capaz de o sentir? Voltará tudo ao mesmo lugar? Estou na minha casa, na terra, e vejo-a ali ao longe, despegada desta onde estou….mera espetadora….faz medo
- não, não faz, é isso que praticamos todos os dias, somos meros espetadores e somos, também, os intervenientes de um jogo que é pura ilusão.
Toda a transformação é feita em silêncio, estrebuchando, tantas vezes, refilando, mas em silêncio, caminhando. A transformação foi grande.
Milhões de anos do tempo que conhecemos, são apenas alguns segundos em termos do Universo, onde o tempo não existe, por isso o tempo é mera ilusão também
Sê genuinamente Emoção, deixa apenas fluir a Emoção, o Amor e a Luz, toma consciência da Vibração e deixa-te levar como a água de um rio para te reequilibrares com o UNIVERSO

Namastê


12 de fevereiro de 2009

IMPERDÍVEL!










Acabou de abrir, mas este seu segundo post é IMPERDÍVEL!
Fatyly, porque sei que não gostas muito de ir a blogs novos, penso que não estou errada, por falta de tempo, mas a este tens de ir.
Primeiro porque vais morrer a rir, depois porque vais alinhar no que é pedido.
Só peço que quem por aqui passar, lá vá.

O blog é do ALTER EGO e chama-se O MEU TYLER DURDEN, nome complicado, mas Alter Ego de certeza me chamará inculta, porque não faço a mínima ideia do que quer dizer.



10 de fevereiro de 2009

TÃO LONGE DE SÍTIO NENHUM







Transcrevo a 6ª linha, na página 61, porque o livro que tenho mais próximo de mim, de Ursula K. Le Guin, "Tão Londe De Sítio Nenhum", não passa as 100 páginas, para responder ao desafio que me foi feito pela MATESO do blog aArtmus
Mas antes, remeto o convite para esta ciranda a BARTOLOMEU,a INÊS, a JÚLIA e a TOZE leiam, por favor, a 6ª linha da página 161 do livro que estiver mais próximo de vós, transcrevam-na e… escrevam.


«Não voltei lá durante um ano: tudo isto me parece tão longínquo, coisa de miúdo.»

Nunca tinha percebido bem se fora ela que se afastara ou se a tinham afastado.
A realidade era que tinha ficado apartada dos outros, não compreendo nem os seus princípios nem a suas maneiras de pensar, de estar.
Era toda diferente, começando a vida a passear nela alegremente, fazendo o que achava, tentando não magoar ninguém, no que falhou redondamente. Logo pelos mais próximos, que não pensando como ela, se sentiram ofendidos nas suas dignidades
Ela ria, para dentro, resmungava, para fora, e, lá ia passeando, sozinha.
Sozinha é difícil, apesar dos risos ou das gargalhadas, que iam secando, conforme o tempo ia passando.
Deu por si a olhar para o espelho relembrando um tempo em que tinha tido sonhos, em que fizera castelos, lá bem no cimo, em que subira encostas abruptas, alegremente, em que havia sol e teve vontade de lá voltar, novamente, para ver o mar.
Sentiu o calor do sol que rompia, há tanto tempo escondido, sentiu o vento a soprar, a rodar, abrindo os braços deixou-se levar, voando em espiral que a ia afastando dessa última encosta que subira. Olhando para baixo viu a imensidão azul e branca desse mar que tinha isso espreitar. O Antárctico e o Pólo Sul
Sorriu ao pensar, como estava longe de sítio nenhum.



6 de fevereiro de 2009

BELGIUM TUGADOIS, ATÉ SEMPRE!





Acabou um blog que acompanho há muito, o BELGIUM TUGADOIS
Foi através de AGRIDOCE, que conheci o XISTOSA, quanto mais não fosse ficar-lhe-ia sempre grata pelo facto.
Mas a verdade é que eu gosto muito do Agridoce, e do seu blog, por isso tive verdadeira pena por ele resolver fechar/acabar este seu blog.
Ele encontrava o que mais ninguém encontrava, e, mais importante, dava-nos a conhecer, além de escrever muitíssimo bem.
A maneira que tenho de me despedir de Agridoce e de vos dizer como era interessante o seu blog é deixando-vos ficar um dos seus últimos posts.



túrána hott kurdís by hasta la otra méxico! from Till Credner on Vimeo.


5 de fevereiro de 2009

EUTANÁSIA OU ASSASSINATO?









Já uma vez falei sobre este assunto, quando foi o ‘caso’ Terry Schiavo.
Vou relembrar a minha posição.
Sou a favor da eutanásia.
Penso que qualquer pessoa que esteja consciente, com doença terminal, ou mesmo que não esteja em estado terminal mas que se saiba à partida o que vai sofrer ainda até lá chegar, deveria poder pedir a eutanásia ou a morte assistida. Qualquer pessoa deveria ter direito a essa liberdade de opção.
Se já não estiver consciente, poderia também ter liberdade de escolha, desde que e só se o tivesse deixado escrito, enquanto consciente.
Para mim, eutanásia e, ou morte assistida, quer dizer, o desligar de uma máquina desde que cardíaca e não alargo mais no que ao desligar das máquinas diz respeito, ou uma qualquer injecção letal desde que não provoque dor.
No caso de Terry Schiavo e agora também no caso de Eluana Englaro, a situação é bem diferente.
- Desde logo, porque não estão conscientes e são outros a pedir a sua morte, o que não aceito de modo nenhum.
- Não deixaram nada escrito e tem de se confiar no que os familiares, mesmo que pais, dizem pensar que elas quereriam. Eles não têm a certeza se seria essa a opção de qualquer delas, eles unicamente pensam que elas teriam optado por essa via.
- Nestes dois casos, e, a medicina continua a saber muito pouco sobre o cérebro humano, não se trata de eutanásia nem de morte assistida, no meu entender como é óbvio, tratou-se e trata-se de deixar morrer à fome duas pessoas e vai demorar perto de duas semanas até que Eluana Englaro morra.
Para mim, isto é MORTE DESASSISTIDA
Para mim, isto é uma infâmia
Para mim, isto é um assassinato
Para mim, isto é um terror
Para mim, uma sociedade que permite que isto se faça, está no fim da civilização, por ser inadmissível a confusão ética sobre eutanásia e assassinato.
A repugnância que sinto hoje é maior, se é que pode ser maior, do que a que senti quando de Terry Schiavo.
Não me venham com a cantiga de que os médicos dizem que não vai sofrer. Todo o organismo sofrerá com a falta de alimentação.
Já pensaram o que é um organismo inteiro a sofrer por falta de alimentação?
Daqui a uns anos poderá vir a saber-se que afinal o cérebro, ou as células nervosas, ou outra coisa qualquer, sofreu ou que registou o sofrimento.
E já repararam? Nem sequer está a dar muita polémica a não ser em Itália!!!!!! Já nos habituámos a que se pode matar alguém à fome?
Por que não uma lei que estabeleça o que é eutanásia e o que é assassinato?
Porque não uma injecção letal, nos termos em que referi?
Porque, deixem-me explicar melhor o que penso, mesmo que a morte destas duas mulheres fosse com injecção letal, pedida por familiares, eu estaria sempre contra.
Porque não se faz esta discussão nas sociedades?
Porque se deixará ao livre arbítrio de uma meia-dúzia de pessoas, mesmo que essas pessoas sejam juízes?
Já pensaram que poderia ser cá em Portugal? Aceitariam que os nossos juízes, que fazem cada argolada, decidissem da vida ou da morte de alguém? Os juízes Italianos serão melhores que os portugueses? E os americanos serão?
Não querem começar a discutir este assunto aqui? Com argumentos? Os que não têm a minha opinião e os que têm? Eu sei que muitos pensam de maneira diferente da minha. Gostava de os ouvir.



COMENTÁRIO PASSADO A POST








A MATESO fez um comentário ao post SAUDADE que achei uma maravilhosa definição de Saudade.
Os parágrafos são meus, como chamada de atenção para as frases.
Aqui fica, para encanto vosso.

A saudade chega partindo, e, parte chegando.
Esse é o sentimento de ser portugês.
Uma espécie algures entre o mar, e a terra, num porto sem abrigo, e, abrigado sem porto.
Um estar, sem estar, um desejar não desejado.
Uma falácia real.
Um orgulho não conquistado, e, uma conquista orgulhosa de não se sabe bem de quê.
Afinal, tão simplesmente, da saudade de se ter, o que não se tem, por já se ter vivido.


3 de fevereiro de 2009

SAUDADE







Parti para voltar
Parti, imposição a mim própria, para poder chegar
Parti, para me poder transformar
Parti porque é tão bom chegar a casa depois de qualquer viagem. A porta é acolhedora, não há cama como a minha, o sofá já tem o corpo moldado, o cheiro é o que reconheço.
Sempre, a meio de qualquer viagem, tenho saudades de casa.
Saudade, é este nosso sentir tão português, que não consigo definir.
É esta vontade de saber onde pára alguém ou de lhe ouvir a voz, receber um mail, ou ver um comentário num post arrancado sem jeito
É sempre um desejo, que sei que não vai ser realizado…....ou irá, tão simplesmente porque quero
Saudade, este nosso sentir
E às vezes, poucas,
É também querer o não querer
Sentimento ambíguo, desfasado, dual
Esse sentir, que não consigo definir
Saudade, uma genuína emoção, que vem do mais fundo de mim, de nós, ao consciente, que empurro outra vez lá para o fundo, sem que obedeça, pairando, qual fantasma de banda desenhada de branco vestida, rondando, roendo, e ao tentar fazer-lhe uma festa na cabeça, a mão entra por ela adentro e troçando vai e volta não me largando.
Saudade, este sentir português
Não me sai do pensamento
quero e não quero, vai e volta, roi, doi, mas passa, para voltar mais uma vez, infiltrando-se devagarinho e quando dou por ela, lá fica, forte, insistente, poderosa, não me deixa olhar para o lado
Saudade é este nosso sentir, que não consigo definir
Parti, mas estou chegando, semi-transformada, ainda por acabar, não há fim à vista nesta viagem feita diariamente num ir e voltar que talvez tenha um final, num tempo que desconheço.
Parti para ter esta saudade de voltar, de chegar


2 de fevereiro de 2009

IMPERDÍVEL!




IMPERDÍVEL, ESTE POST DA MATESO


LEONA LEWIS




Porque é linda esta letra e música




I'll sing it
One last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing
That's right
In all I've done

And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here

Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

To think
I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry
And as we say
Our long goodbye
I nearly do

Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you
Can't raise your voice to say

Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you
Can't raise your voice to say

30 de janeiro de 2009

A VIAGEM









10º JOGO DAS 12 PALAVRAS NO EREMITÉRIO



Deu por si a pensar se alguma vez teria existido amor, se não teria sido só PAIXÃO o que os unira.
Olhou o horizonte que naquele dia estava particularmente LÍMPIDO, enquanto sentia o barco, o seu barco, a deslizar sobre a água tão azul quanto o céu estava. Olhando a esteira notou, como esperava que acontecesse, que a DERIVA era nula. Rejubilou! o seu barco, construído com o seu desenho, que todos achavam ESCAGANIFOBÉTICO e que ele sentia SINGULAR!
A paixão já tinha passado e o dia-a-dia corria rotineiro, cada um para seu lado, crescendo e tendo diferentes interesses. Sim, talvez só tivesse existido paixão e com ela passada, a capacidade de se esforçarem para haver entendimento e compreensão, tivesse passado também.
Um dia, explicou-lhe que tinha chegado a altura de cumprir o sonho, que ela sabia, que acalentava. Estava na hora de partir no seu barco, para uma viagem sem tempo nem rumo.
O ‘SALSIFRÉ’ que ela lhe fez, acabou com o que já nada restava e ele passou a ser a FÁBULA da família dela.
Partiu nos primeiros dias do NOVO Ano. O importante era QUERER ser AUTÊNTICO, encontrar-se, RENASCER.
Ele, o barco e a vastidão do Universo. Estava Feliz, em Harmonia e o SUPREMO olhava por ele.


28 de janeiro de 2009

TUDO MUDA








Muda a lagarta para vir a ser borboleta
Muda o óvulo fertilizado para vir a ser aquela linda criança, muda a criança naquele adolescente reguila, que muda para vir a ser Homem.
Mudam as vontades e os corações
Mudam os sonhos e os ideais
Muda o pensamento das gentes e o que seria bom amanhã, já o não é no dia a seguir
Muda a inteligência e o saber
Muda principalmente o sentir, pela vida fora vai minguando nuns, aumentando noutros
Muda o descobrir, o querer
Mudam as crenças e as fés, umas abrem-se à diferença, outras tornam-se facciosas
Muda a paixão e o amor
Muda a paz em guerra e a guerra em paz
Muda a saudade de Casa, muda o nosso interior
Mudam as estações, mudam os dias em noites
Muda o Homem em Velho, muda a Morte em Passagem
Expande-se o UNIVERSO
Mas sempre permanece a LUZ e o AMOR


A OLHAR O MAR



Foto de LUIS BRAVO



Olho-a quando vou a passar, por ter ouvido umas fungadelas.
Chora, aquela mulher que ali está, chora.
Lágrimas gordas escorrem-lhe pela cara abaixo, às mil de cada vez, os ombros tremem, os soluços, penso que soluços, não se ouvem, mas de vez em quando todo o seu corpo estremece.
Aproximo-me, não consigo passar adiante, nunca o consegui fazer perante lágrimas, sejam elas de quem forem.
Ponho-lhe a mão no ombro sem nada dizer, nem sei o que dizer a quem chora daquela maneira e sem eu a conhecer.
Levanta a cara cheia de mil rios, olhos já inchados e começa a falar, uma torrente que galga
- Estou tão cansada, tão farta, tão farta. Sempre quis morrer cedo, mas não, não me foi dada essa hipótese. Só uma vez pensei em me suicidar, mas não, não sou suicida. Porque não haverei de ser? Porque talvez, apesar de tudo, goste tanto de viver e até sei que devo ter coisas para fazer, mas a vida cansa-me tanto….um dispêndio de energias tão inútil, tão fútil, tão… tão… tão trágico, por me tolher, por me cansar desta maneira idiota que me faz ficar tão farta, tão farta, tão farta.
E os rios continuam a vazar daqueles olhos belos, mas tão tristes que quase fazem dó.
- sempre fui maltratada, pelos pais, mais pela mãe, jurei a mim própria que haveria de ser feliz e consigo sê-lo contra tudo e contra todos, mas já não aguento continuar a ser maltratada. Ele em mim só vê merda, e devo sê-lo para continuar com ele ao fim de todos estes anos.
Grita, grita sem fim, quanto mais percebe que me afecta, mais grita, insulta, embirra por tudo e por nada, nunca faço nada bem e para aqui estou a chorar em vez de estar em casa a fazer as malas.
Continuo com a mão em cima do ombro dela, sem nada dizer, ouvindo-a e pensando porque será que às mulheres é dada esta capacidade de sofrimento que em vez de virarem a mesa, partirem a louça, vêm para a rua chorar, viradas para o mar
- gosto dele. Genuinamente gosto dele. Tem este feitio horrível, mas tem coisas também tão boas. Não percebe que esta sua maneira de ser é de uma violência incrível, porque os homens só acham que é violência quando começam a bater, e mesmo assim….
As lágrimas já secaram, percebe-se a sua força interior, percebe-se que é capaz de mais uma vez, pelo que diz, de voltar a casa.
- que será que nos faz gostar de quem nos faz mal? Se um cão nos morder é bem possível que seja abatido, mas amamos um homem que diz que também nos ama, que não se consegue dominar e grita e insulta até mais não poder e ainda diz que a culpa é minha. A culpa nunca é dele, nunca é capaz de pedir desculpa, tem sempre razão, mesmo quando grita sem tom nem som, por nenhuma razão e percebe que a não teve, nunca, mas nunca pede desculpa. Há-de sempre arranjar uma maneira da culpa ser da outra, ou seja, minha. Cansa tanto viver assim e não ser capaz de virar as costas. Cansa tanto, mas tanto, se soubesse o que cansa.
E ali ficamos as duas a olhar o mar, sentado ao seu lado, com o braço por cima dos seus ombros, caladas, a olhar o mar, a olhar o mar



26 de janeiro de 2009

NATAL IV



EnHigma



No meio da noite mais escura, mais negra, mais tenebrosa, fugiu.
Não quis olhar para trás, nem sequer espreitar o que deixava. Pensou que deixava a mágoa, a dor excruciante que tinha provocado a ruptura. Respirou aliviado, por ter encontrado a sua liberdade, a sua independência, a sua alegria.
Vadiou de rua em rua, sempre feliz, de lugar em lugar, as ruas já eram pequenas, de país em país, já sem nada olhar, de continente em continente, não conseguia estar parado, de mar em mar, amargurado.
Parou um dia, na rua de onde tinha fugido, olhando-a sem perceber a razão de todos aqueles anos de fuga. A mágoa estava dentro dele, não no local nem nas pessoas que lha tinham infligido. A fuga tinha servido para fazer desaparecer a raiva, o que já não era mau. A dor ficara, não tinha conseguido resolvê-la apesar de já terem passado tantos anos.
Inicialmente embrulhara-a bem apertadinha e escondera-a bem lá no fundo onde não fosse possível encontrá-la. Mas de vez em quando, lá está, muito de vez em quando, vinha-lhe à memória, mas olhava para ela com inteligência, mirava-a por todos os ângulos e lados e chegava á conclusão que já não era dor, era só uma memória que o incomodava.
Uma das pessoas que lha tinha infligido cruzou-se com ele, por acaso, num dia nevoento e pediu-lhe desculpa, da maneira mais errada, mas pediu desculpa. Ele, não o percebeu durante anos, reagiu fortemente, disse que já tinha perdoado mas que nunca esqueceria.
Tantos dias que correram para passarem tantos anos até perceber que na noite mais tenebrosa, mais escuro, mais negra, há sempre luzes que estão ao lado, há sempre nuvens que se afastam para deixar passar os últimos raios de um maravilhoso Sol que já se pôs, mas que é promessa de um novo dia.
NATAL É QUANDO PERCEBEMOS QUE HÁ SEMPRE LUZ DENTRO DE NÓS.


25 de janeiro de 2009

SELVAGENS/CIVILISADOS

Índios Guerreiros da tribo Xavante



Esta história, VERDADEIRA, foi indecentemente roubado ao ELCIO, porque sei que muitos não passam por lá. deviam lá passar para saberem de onde a tirou e como acaba o seu post.
TEM DE SER LIDA!!!!


«Sábios Xavantes ( em 1974)

Dois índios Xavantes foram convidados para visitar a cidade de São Paulo, numa época em que eles não usavam o dinheiro como meio de qualidade de vida. Para eles, qualidade de vida era alimento, porque era o jeito de garantir a sobrevivência.
Boquiabertos com a Avenida Paulista, andaram de metrô e ficaram pasmos com a velocidade daquele transporte. Foram no shopping e ficaram intrigados com tantos espelhos, pois comentaram: Se você esta consigo mesmo a todo instante, por que iria querer se ver?
( Achei isso o máximo).
Foram ao mercado municipal e assim que entraram ficaram pasmos. Pilhas de alfaces, tomates, cenouras, laranjas, bananas e etc. O olhar deles era o mesmo caso nós tivéssemos entrado no cofre do Banco Central.
De repente um deles viu uma coisa que talvez nenhum de nós fossemos capazes de observar, ou talvez apesar de ver, não comentássemos.
O QUE ELE ESTÁ FAZENDO? e apontou para o menino negro que no chão pegava alface pisada, tomate estragado, batata moída, laranja podre e colocava num saquinho, pois para nós aquilo seria normal...NORMAL?
Ah...respondi: Ele está pegando comida...
NÃO ENTENDI.
POR QUE ELE ESTÁ PEGANDO COMIDA ESTRAGADA DO CHÃO, SE TEM PILHAS E MAIS PILHAS DE COMIDA BOA?
È que ele não tem dinheiro?
NÃO TEM? POR QUE NÃO TEM DINHEIRO? Indagava o cacique.
Por que ele é criança...E O PAI DELE TEM?
Também não...NÃO ENTENDI, POR QUE VOCÊ, QUE É GRANDE TEM, E O PAI DELE, QUE É GRANDE, NÃO TEM?
DE QUAL PILHA VOCÊ COME? DESSA DAQUI OU A DO CHÃO?
Dessa daqui.
POR QUÊ? “Sabe o que é? É que aqui é assim mesmo...
VAMOS EMBORA...
E foram, não do Mercado Municipal, mas de São Paulo, e deixaram para sempre na minha memória, a seguinte frase:
“ VAMOS EMBORA...ELES SÃO SELVAGENS”
“ ELES NÃO SÃO CIVILIZADOS” »