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10 de fevereiro de 2009

TÃO LONGE DE SÍTIO NENHUM







Transcrevo a 6ª linha, na página 61, porque o livro que tenho mais próximo de mim, de Ursula K. Le Guin, "Tão Londe De Sítio Nenhum", não passa as 100 páginas, para responder ao desafio que me foi feito pela MATESO do blog aArtmus
Mas antes, remeto o convite para esta ciranda a BARTOLOMEU,a INÊS, a JÚLIA e a TOZE leiam, por favor, a 6ª linha da página 161 do livro que estiver mais próximo de vós, transcrevam-na e… escrevam.


«Não voltei lá durante um ano: tudo isto me parece tão longínquo, coisa de miúdo.»

Nunca tinha percebido bem se fora ela que se afastara ou se a tinham afastado.
A realidade era que tinha ficado apartada dos outros, não compreendo nem os seus princípios nem a suas maneiras de pensar, de estar.
Era toda diferente, começando a vida a passear nela alegremente, fazendo o que achava, tentando não magoar ninguém, no que falhou redondamente. Logo pelos mais próximos, que não pensando como ela, se sentiram ofendidos nas suas dignidades
Ela ria, para dentro, resmungava, para fora, e, lá ia passeando, sozinha.
Sozinha é difícil, apesar dos risos ou das gargalhadas, que iam secando, conforme o tempo ia passando.
Deu por si a olhar para o espelho relembrando um tempo em que tinha tido sonhos, em que fizera castelos, lá bem no cimo, em que subira encostas abruptas, alegremente, em que havia sol e teve vontade de lá voltar, novamente, para ver o mar.
Sentiu o calor do sol que rompia, há tanto tempo escondido, sentiu o vento a soprar, a rodar, abrindo os braços deixou-se levar, voando em espiral que a ia afastando dessa última encosta que subira. Olhando para baixo viu a imensidão azul e branca desse mar que tinha isso espreitar. O Antárctico e o Pólo Sul
Sorriu ao pensar, como estava longe de sítio nenhum.



23 comentários:

Tyler disse...

peço-te que divulgues o meu blog. os textos serão pequeníssimos e de importância para o País. Inovação e revolução.

www.omeutylerdurden.blogspot.com

Elcio Tuiribepi disse...

Adorei a imagem...pode pegar? Tenho um poema que se chama Discutindo com a natureza e ela combina perfeitamente...belo texto...um abraço na alma

inespimentel disse...

Já está.
Tu és muito calhada para estes desafios... logo me dizes se entendi "o espírito".
A foto é belíssima
xicoração

Fatyly disse...

Como seria de esperar respondeste lindamente ao desafio e como sabe tão bem darmos asas à imaginação e irmos a tantos lugares sem sair "de sitio nenhum".
A foto já conhecia e é simplesmente deslumbrante.

Beijos e um bom dia de SOL!

Júlia Moura Lopes disse...

Gosto muito desta corrente, que vejo agora renascida, Querida Minucha, vou apressar-me e cumpri-la logo à noite. Obrigada por se lembrar de mim, o livro que tem à mão é lindo, sim! A foto espectacular, dá impacto transcendental!

bem querer

saphou disse...

Posso entrar? No meu diz:
- "O juíz Arcadio assegurou-se de que continuavam sozinhos ...."

saphou disse...

Custava-lhe a respirar, a bomba de oxigénio já não era suficente. Ela ficou impressionada por ver como é que um corpo no limiar da morte conseguia lutar tanto para sobreviver. Ele fez um ligeiro gesto com a mão, ela aproximou-se a apertou a sua mão contra a dele. Ele virou a cara para o outro lado ao mesmo tempo que lhe dizia:-"Obrigada". Foi a última vez que ela viu o pai com vida. A saudade é a cada dia que passa mais insuportável, como se os meses e os anos depois da morte dele tivessem ficado suspensos.

claras manhãs disse...

Olá Tyler

bem-vindo1
Só depois de sexta vejo se vale a pena divulgar (sorriso)
Apetecia-me perguntar, parodiando Maria José Nogueira Pinto
Tu és tu? que sabes que sei que és tu? e que eu sei que tu sabes que seu sei?

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Elcio

risos
Já te roubei duas, a ti, e estão na forja para textos.
No meu blog, podes pegar, sem perguntar, tudo o que queiras.

Beijinho

claras manhãs disse...

Olá Inês

O teu post é uma pequena maravilha.
Eu gosto deste tipo de desafios.
Tudo quanto tenha a ver com escrita, só os links me chateiam.
risos

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Fatyly


sorriso ternuento
Obrigado, Amiga
Sabes de quem é a imagem? Não consegui saber.

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Júlia

Não sei porquê, ou por outra, até sei, estava à espera que conhecesse o livro.
sorriso feliz.
A foto, Júlia, tenho-a há imenso tempo e nem sei de onde a roubei, só sei que na altura corri tudo para saber quem era o autor e não consegui descobrir.

Beijinho terno

claras manhãs disse...

Olá Saphou

Com que então o juiz Arcádio....
risos

Sabe, sempre que leio ou me dizem das saudades de pais, tenho sempre um pouco de """""inveja""""", assim mesmo, cheio de aspas, a inveja.
Penso sempre na sorte que essas pessoas tiveram, têm.

beijinho

claras manhãs disse...

Claro que o defeito devia ser, é, meu

beijinho, Saphou

saphou disse...

O meu pai já morreu Claras.

saphou disse...

Um beijinho. Tirando o nome do juíz, tudo o resto se inspira na realidade, infelizmente.

Júlia Moura Lopes disse...

ainda não consegui acabar o post, Minucha. quantos links são? quantro?

ando a procurar uma imagem à altura :-)

Alter Ego disse...

A primeira tarefa já está publicada. Começou a Revolução.

claras manhãs disse...

Eu percebi, Saphou
e o meu também
Por isso disse, o que disse.
Eu percebi que era a realidade Saphou
Só que há quem não possa ter essa felicidade de ter saudades.
Se pensar nisso, percebe que é uma sortuda, exactamente por sentir o que sente, por lhe terem dado azo a esse sentir.
Lembre-se do que lhe foi dado, em vez de pensar no que perdeu.

beijinho muito grande, terno

claras manhãs disse...

Minha Querida

se não for hoje é amanhã ou depois.
Também não é uma pressa desatinada.
Felizmente só 4 links

beijinho, Júlia

claras manhãs disse...

Ai, ai, ai, Alter Ego

Devias era de ter respondido à minha pergunta
risos
já lá vou

beijinho

Toze disse...

E como sabe bem, por vezes estarmos longe de sítio nenhum.

Os livros levam-nos sempre a esses sítios, basta fechar-mos os olhos :)

claras manhãs disse...

Viva Tozé

Os livros fazem-nos viajar, fantasiar, desenvolvem a imaginação, eu sei lá o que é que os livros têm feito por mim.

beijinho