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16 de novembro de 2008

QUASE



Autor que não consegui identificar




Um pouco mais de azul nos olhos visse
Faltou para que fosse madrugada
Talvez uma janela que se abrisse
Entre o beijo roubado e a mão dada

Despir aquela pele feita de Lua
Bordada de mil gestos e segredos
Abandonar a graça de estar nua
Ainda na saudade de outros dedos

Vestir de novo a pele do dia a dia
Arriscar um sorriso bem distante
Entre a indiferença e a ironia

Que nesse ritual de musa errante
Trazes por encanto ou por magia
De ti cativo o teu eterno amante



Poema de FERNANDO TAVARES RODRIGUES
In XXI Sonetos de Amor, ficheiro que me foi enviado por NONAS


5 comentários:

prafrente disse...

Com as tempertaturas de Outono que se fazem sentir a menina deitada na cama arrisca-se a ficar com gripe...

Bom Domingo

Vieira Calado disse...

E está aí um belo soneto!

Cumprimentos

claras manhãs disse...

Olá José


Não senhor.
A casa está aquecida

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Vieira Calado


Fernando Tavares Rodrigues, é um excelente poeta.
É, apesar de já ter morrido.

Beijinho

Zica Cabral disse...

Belissimo poema em forma de soneto.
Um abraço
Zica