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22 de maio de 2009

OUTROS TEMPOS








Obrigado INÊS, pelo mail.





Gigliola Cinquetti fará 62 anos em Dezembro, só dois meses mais velha do que eu. Tinha dezasseis anos quando cantou no festival de San Remo em 1964, penso que foi em San Remo.
Não, não me parece que tenha sido ontem que a vi, porque o tempo, naquele tempo, nunca mais passava, um ano era igual a dois ou três de agora.
Mas lembro-me bem do que torci para que ela ganhasse, enquanto assistia à votação do festival da canção.
Dei por mim a olhar enternecida para a letra e a pensar que se fosse hoje esta canção nunca teria sido escrita. Dá para imaginar uma rapariga de 16 anos a dizer que não tem idade para amar? ou que não pode sair sozinha com o namorado? ou querer viver um amor romântico à espera 'daquele dia'? porque era obrigatório casar, nada de confusões e casar virgem, não esquecer. Dá para imaginar ser-se concorrente num festival, gravado pela televisão, vestida de saia e camisola?
Fico-me a pensar no amor romântico.....juras eternas, não conseguir viver sem nós e nós sem ele.....acreditávamos nisso tudo, aos dezasseis anos e mais tarde, embora disséssemos que isso eram histórias da carochinha, no fundo, bem no fundo esperávamos que fosse verdade, pelo menos com cada uma de nós, queríamos ser as inspiradoras, as musas daquele que vivesse connosco.
É verdade que não podíamos sair com o namorado sem o irmão ou irmã irem atrás, dar a mão só às escondidas......por baixo de um livro, Ha!Ha!Ha! Dançar de cara encostada era um perigo, os padres avisavam, um beijo? nunca!!! no entanto ninguém nos preparou para o que a vida nos tinha reservado. As decepções foram muitas e rápidas. Uns ficaram-se, outros viraram a mesa e outros ainda separaram-se.
Sei agora, enfim, há uns anos, bastantes, que ninguém nos pode preparar para a vida.
Eu que sempre fui reguila, que sempre pus em causa toda a educação que me deram, dei por mim a pensar que se não tivesse havido essa educação não tinha existido esta canção que é uma ternura.



21 comentários:

saphou disse...

Já tinha saudades de espreitar aqui a magia.

claras manhãs disse...

Tem andado muito por baixo, é verdade Saphou
sorriso cansado

beijinho

Nuno de Sousa disse...

Aqui não consigo ver o video, a ver se em casa o vejo.
Belo como sempre o texto que aqui nos deixas, mais um trabalho com a tua assinatura reconhecida por todo o mundo :-) em Sintra então nem te digo eheheh.
Bjs grandes amiga e um bom fds para ti,
Nuno

Fatyly disse...

Oh mulher do que te foste lembrar:) A música de constituir família, onde encostadinhos, bem coladinhos aproveitamos o tempo que durava essa belezura e ficava no chão de areia (as festas eram ao ar livre ou na praia) a roda feita por 4 pés.
De facto não podíamos sair com o namorado sem a "vela", mas minha amiga só não fazia quem não queria, daí termos sido uma geração criativa e imaginativa, o que falta a muitos jovens actuais que têm tudo de mão beijada.
Nunca fui de namorados, mas que adorava dançar ui...ui...hehehehehe e nunca apanhei chá de cadeira.
Depois namorei, dancei, beijei e para que serviam os rebuçados e os tostões? Casei, descasei...mas valeram todos os momentos maravilhosos.
Tu eras reguila? olha que eu continuo a ser lolll

Obrigado por este momento tão belo!

Beijocas

PS: Já agora recordo a homenagem que os estudantes fizeram no dia que morreu Luther King. Noite escura fomos para a floresta do fundo da Ilha e acendemos velas e lá pusemos uma música através da bateria de um carro.
A maioria? marmelada e lá nos revezávamos no controle à Pide.
Perto da 1 da manhã, talvez do clarão das velas ser cada vez maior ouve o grito de alerta e foi a demanda geral onde só apanharam 4. Acreditas que eu (trepadora nata de coqueiros e pinheiros) fiquei com um amigo abrigada no topo de uma árvore até às 5 da manhã?
Quando a PIDE foi-se embora parecíamos macacos a sair das árvores onde nem os holofotes daqueles "c...ões" entravam.
Resultado? devíamos estar em casa às 21h e levámos uns bofetões que ainda hoje os sinto :))))

Paulo - Intemporal disse...

bom ...

em 1964 ainda me faltavam 6 anos para nascer... mas vim a conhecer esta música uns anitos depois...

e sim, bel.íssima. sublime.

e esse tempo de outrora era tanto tempo, para desfrutar...

valores morais sempre à frente a comandar o tempo sem tempo.

amei...

grato pelo momento.

um bom fim de semana.

xistosa - (josé torres) disse...

Ninguém nos pode preparar para a vida !!!
Que verdade tão verdadeira que abarca uma vida, que por pouco valor que tenha para alguns, é um ponto mais, debaixo das estrelas.
(Por isso é só visto por alguns)

Os tempos eram "maus" ou bons.
Tínha, (com diversos amigos vizinhos) uma garagem alugada por 20$00, onde fazíamos uns bailaricos.

Como era uma zona de moradias, os pais sabiam sempre onde nos encontrar e por vezes, nalgumas festas, até nos levavam comida.
Só havia a condição de termos o portão aberto.
A "ventilação" era mais eficiente e estávamos sempre à mão de semear.
Não tenho saudades desses tempos, mas guardo gratíssimas recordações, aliás, como todos os outros e outras.
Daí a educação diferente que naqueles tempos recebemos e que nos fez enfrentar doutra maneira a vida.
Bom fim de semana.

claras manhãs disse...

Olá Nuninho

risos
obrigado pela tua visita

bijinho

claras manhãs disse...

Olá Fatyly


A educação no continente era bem diferente Fatyly, pelo menos no meio onde me movia.
Aos dezoito anos o meu irmão mais velho levou-me para casa à meia-noite porque o meu namorado (namorava às escondidas) tinha-me feito uma festa no pescoço,enquanto dançávamos
Vê lá a atenção que não era preciso ter.

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Paulo


Valores morais.... muitas vezes sem tom nem som, nem justificativos.
Nunca compreendo o exagero.

beijinho e bom fim se semana

claras manhãs disse...

Olá Xistosa

Completamente fino?
Também não tenho saudades e sim tenho óptimas recordações.
Não estou nada convencida que a educação tenha sido melhor do que aquela que a minha e tua geração deu aos filhos.
Acho que isto vai dar um post.

beijinho

AGRIDOCE disse...

Pois. 1964, dizes tu, foi o ano desta canção.

Nessa altura, acho que não tinha ainda nascido :-))).

A bem dizer, estava a nascer.

Mas que foi e é uma bela canção, não tenho dúvidas.

Aprende-se a viver, vivendo!

Funes, o memorioso disse...

1- Crescer e tornar-se adulto é basicamente um processo de deseducação, de negação e superação dos valores que quiseram transmitir-nos. Não sei se já escrevi sobre isso. Hei-de escrever ou voltar a escrever.

2- Uma coisa que me impressiona ao ouvir estas músicas é descobrir como a cultura anglo-saxónica se tornou monopolista, homogénea e redutora. Há 40 anos era possível ouvir música italiana ou francesa e ver cinema russo. Hoje é tudo, e só, inglês. Sou infinitamente grato aos ingleses e aos americanos por tudo o que de excelente eles fazem. Mas a diversidade era um valor.

Mike disse...

Com tanta travessura que leio aqui, só posso concluir que sempre fui um anjo. (riso inocente) ;)

claras manhãs disse...

Olá Agridoce


Tal e qual, só vivendo se aprende a viver

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Funes Querido


já uma vez fez um comentário muito parecido no Claras em Castelo, o que não é de supreender, visto que o post também repete o assunto.

É verdade que a cultura anglo-saxónica é dominante, mas penso que isso se deve aos intermediários da cultura, rádios e distribuidores de filmes.
No antigo, acabado, cinema Quarteto passavam filmes de outras proveniências e vi verdadeiras pérolas.

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Mike


No tempo da sua adolescência já as coisas começavam a ser bem diferentes, apesar de sempre terem sido muito diferentes para os rapazes, o que me danava imenso
sorriso reguila

beijinho

xistosa - (josé torres) disse...

Tinha umas coisas escritas sobre a actual educação e as vantagens ou desvantagens duma sobre a outra.
Ou até a igualdade, face aos tempos que se viveram e da maneira como se vive actualmente.

Procurei ... procurei ... mas deve ter ido com o disco que "se foi".

Até me dói o coração com o que perdi.

(já estou fino do coração - diga-se bypasses.
Tenho é um problema de arritmia.
Estou a fazer um tratamento e na terça-feira vou saber o veredicto.
Ou estou bom, ou tenho que ser internado para levar uns choques eléctricos, porque não consegui encontrar tomadas onde conseguisse meter os dedos.
Em última, está uma intervenção para colocar, penso eu, debaixo do braço um aparelho para dar corda ao coração.
Não sinto nada, mas quem sabe sabe e agora não vou desistir, já que o pior passou)

Nilson Barcelli disse...

Lembro-me muito bem da canção. Ela perdurou famosa durante vários anos. E ainda hoje se ouve com agrado.
Os padres agora não dizem nada... e ainda bem. Cada um tem de aprender por si própio... sempre foi e sempre há-de ser assim...
Belo texto querida amiga, fizeste-me regressar à adolescência.
Um boa semana para ti.
Beijo.

claras manhãs disse...

Olá Xistosa


Espero que não seja preiso tanta coisa.

Penso que as vantagens ou desvantagens têm a ver com as pessoas:
Há quem não se tivesse incomodado com a educação que recebeu e até fez parecido com os filhos
e há quem tenha sofrido imenso e tenha jurado nunca fazer nada sequer que lembrasse

beijinho

claras manhãs disse...

Olá Nilson Barcelli


Por mais que nos tivessem dito 'não faças isso!', tínhamos sempre que experimentar
risos

beijo e boa semana

日月神教-向左使 disse...

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